Think with Google: inteligência artificial (IA) e futuro sustentável

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Em 2018, a demanda global por recursos foi 1,7 vezes maior do que a Terra pôde aguentar em um ano, o que ocorreu devido ao aumento da população e, consequentemente, do consumo. Esse dado, somado a outros, levanta (ou pelo menos deveria) a bandeira mundial da necessidade de mudança em todos os setores da economia.

Se pararmos pra pensar no padrão seguido pela nossa sociedade veremos que, muito embora esses dados sejam amplamente divulgados, ainda estamos no efeito manada de pegar, produzir e desperdiçar. O objetivo das nações deve ser então o de evitar, de uma vez por todas, o desperdício. Parece difícil? Esse ideal segue a linha da economia circular, já que nossos recursos são finitos.

Quem nunca ouviu a frase “na natureza nada se cria, tudo se transforma”? No modelo dela tudo que é produzido é reaproveitado. A planta cresce a partir da energia do sol e do solo, cresce, se desenvolve e, assim que ela morre, serve de adubo para abastecer outra vida. Trazendo para a nossa realidade: carros, refrigeradores, roupas, embalagens, entre outras coisas, precisam ganhar um novo propósito.

De acordo com uma pesquisa recentemente publicada pelo Google, realizada com a Ellen MacArthur Foundation e a McKinsey & Company, a Inteligência Artificial (IA) não só pode acelerar essa grande e necessária mudança para um futuro mais sustentável, mas também gerar mais valor.

Uma economia circular significa uma economia da qual todos façam parte e para que a mudança aconteça, precisamos:

Projetar a durabilidade nos nossos produtos: o valor deles precisa ser mantido por mais tempo ou cada produto precisa ser criado com a finalidade da reutilização. Inclusive, a inteligência artificial já está no processo de descoberta e produção de novos materiais que podem ajudar nessa missão. Existe um projeto chamado Accelerated Metallurgy, conduzido pela Agência Espacial Europeia, junto com um grupo de fabricantes, universidades e designers, que utilizou a tecnologia de IA de maneira extraordinariamente rápida para produzir e testar novas ligas metálicas, que podem substituir produtos químicos danosos para o meio ambiente e materiais menos duráveis.

Otimizar a infraestrutura: lembra do atual modelo de desperdício? Pois é, otimizando a infraestrutura os aparelhos eletrônicos, eletrodomésticos e veículos, por exemplo, poderiam ser adquiridos por aluguel e devolvidos para revenda ou refabricados para que praticamente nenhum material novo precise ser extraído do solo. Claro que isso exige eficiência, mas a inteligência artificial pode ajudar melhorando os processos para triagem de materiais reciclados e de produtos desmontados.

Maximizar novos modelos de negócios: é preciso abrir espaço para serviços por assinatura ou de aluguel, priorizando a eliminação do desperdício. Neste sentido, a inteligência artificial ajuda aumentando o valor desses modelos, combinando históricos e, em tempo real, ajudando na tomada de melhores decisões sobre previsão de preços e demanda, manutenção preventiva e gestão inteligente de inventários.

O Google, além de analisar maneiras de aplicar a inteligência artificial em seus produtos, está realizando um concurso intitulado Circular Economy 2030 (Economia Circular 2030). Esse evento, que ainda não está aberto para o mercado brasileiro, é um convite aos empreendedores sociais do mundo inteiro que desejam apresentar propostas e ideias geradoras de renda,  que usem análise de dados e machine learning para desenvolver uma economia circular. – Leia também 5 regras do machine learning.

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