Relíquias Tecnológicas: 5 mega bytes

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Você reclama constantemente da memória do seu celular de 16,32 e 64 gigabytes ou que o seu pen drive não cabe muita coisa, incluindo arquivos de música e documentos?

Estamos tão acostumados a ter tudo ao nosso alcance, que nem paramos para pensar no tamanho físico dos aparelhos. Como o ditado diz “uma imagem vale mais do que mil palavras”, então dá só uma olhada nessa enorme caixa de metal que em 1956 carregava a incrível quantidade de 5mb de informações! A foto registra o momento de uma transferência de dados para o um avião da PanAm.

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1956, A 5MB IBM hard drive being loaded onto a PanAm plane.The HDD weighed over a ton. Reprodução: Multitech History

Falando no assunto, muitas pessoas não têm ideia do que significa a expressão “você tem direito a X mega”, quando recebem ofertas de operadores de internet (fixa ou móvel). Existe uma diferença entre megabyte e megabit, por exemplo. O bit é a unidade mais simples de armazenamento, enquanto o byte é o equivalente a 8 bits. Isso quer dizer que um megabit é 8 vezes menor do que um megabyte!

É bem comum pensar quando alguém fala “10 mega por segundo” de velocidade, que um arquivo de 10 megabytes será baixado em 1 segundo, mas isso não é verdade.  Aquele arquivo de 10 megabytes que você resolveu fazer download, em uma conexão de 10 “mega por segundo”, não vai ser baixado em 1 segundo, e sim em 8 (supondo que ele seja baixado na velocidade máxima do pacote).

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Relíquias Tecnológicas: Máquina de escrever

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Nós estamos sempre por dentro das novidades do universo tecnológico, mas é só lembrar de algum objeto que tenha feito parte da nossa história para bater aquela nostalgia. O Relíquias Tecnológicas de hoje vai direto para o túnel do tempo de 1714. E você vai embarcar nessa viagem com a gente! Bora? Recordar é viver!

 

Foi em 1974, na antiga Grã-Bretanha, que a rainha Anne concedeu ao engenheiro Mill a primeira patente de que se tem notícia. O objetivo era construir um objeto capaz de imprimir todas as letras em um papel, pano ou qualquer outro material que fosse capaz de transmitir mensagens tão nítidas quanto as de imprensa da época. O resultado não foi muito feliz, porque nem chegou a existir.

 

Mais tarde, durante o século XIX, pessoas de diferentes áreas tentaram aperfeiçoar a ideia do engenheiro. As invenções eram muito desajustadas e algumas pareciam até um piano. Como o objetivo era criar uma máquina capaz de escrever mais rapidamente do que de próprio punho, ninguém teve muita sorte. Até que o inteligentíssimo tipógrafo americano Christopher Latham Sholes (1819-1890), de Milwaukee Wisconsin, fabricou a primeira máquina de escrever que realmente atendia a proposta inicial.

 

Mais tarde, o tipógrafo resolver aperfeiçoar sua invenção e pediu ajuda de seus sócios, Carlos Glidden e Samuel W. Soule. Com algumas adaptações, a máquina passou a imprimir também conjuntos de sinais gráficos, letras e números, sendo muito útil nas repartições públicas e escritórios em geral, que tinham uma coisa em comum: mais pareciam escolas de caligrafia.

 

O segundo modelo, patenteado em 1868, passou por algumas melhorias mecânicas, além de permitir uma escrita mais veloz que a pena. Foi quando a máquina foi levada para o Estado de Nova York para ser produzida em larga escala. No entanto, só em 1873 que o pioneirismo de Sholes somado ao tino comercial de dois especialistas do ramo,  Densmore e Remington, o negócio começou a dar certo: as máquinas passaram a ser produzidas em série e postas à venda.

 

Mais de um século depois de sua invenção, pouca coisa mudou na máquina de escrever. Foi quando em 1872, Thomas Alva Edison projetou a primeira máquina elétrica.

 

Em 1914, outro americano, James Field Smathers, criou a primeira máquina com motor elétrico, que começou a ser produzida seis anos depois.

 

O grande salto foi nos anos 60, quando a máquina de escrever ganhou um disco giratório que continha os tipos de movimento ao longo do papel. E você, já viu uma de perto?

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Relíquias Tecnológicas: ENIAC

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O ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Computer) foi o primeiro computador digital eletrônico do mundo, criado pelos cientistas norte-americanos John Eckert e John Mauchly, a pedido do exército dos EUA para o laboratório de pesquisa balística.

O ENIAC era bem pesado e demandava espaço, com suas 30 toneladas, uma área  de 680m², além de 17.468 tubos de vácuo, diodos de cristal de 7200, 1.500 relés, 70.000 resistores e 10.000 capacitores. Tudo isso justifica o custo de produção, US$ 500 mil na época, atualmente cerca de US$ 6 milhões, e também o consumo de energia. Seu hardware consumia 200 mil watts. Dá pra acreditar?

O sistema operacional do “gigante do cérebro”, como era chamado o ENIAC, era bem diferente do que nós temos em mente nos dias de hoje. Nada mais nada menos do que cartões perfurados comandados por um time de funcionárias do exército. Aliás, as primeiras programadoras que nós temos notícias.

As funcionalidades do ENIAC eram avançadíssimas para época, como executar sequências complexas de operações, incluindo loops, ramificações e sub-rotinas. Como levar as questões para mapeamento da máquina era bastante complexo e demorava semanas, foi necessário um outro processo, mais rápido e objetivo. Por este motivo, houve um período de verificação e depuração, ou seja, foi descoberto um “passo único” para a resolução dessas questões pelo computador.

eniacFoto: Programadoras do ENIAC | Reprodução: Foto E.U.A Exército dos arquivos da Biblioteca Técnica ARL

Vídeo – ENIAC

Quem diria que estaríamos onde estamos hoje, né?

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Relíquias Tecnológicas: Tamagotchi

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Estamos de volta aos anos 90, com a tag Relíquias Tecnológicas! Dessa vez vamos desembarcar no Japão, onde surgiu o tão amado tamagotchi. O bichinho virtual que é uma combinação da palavra tamago (ovo) com o inglês watch vendeu, desde o seu lançamento para outros países em 1996, mais de 76 milhões de unidades.

Quem se lembra da sensação de ligar o aparelho? Era só o ligar o tamagotchi para abrir um ovo na tela, da onde saía o bichinho de estimação. Podíamos alimentá-lo, limpar a sujeira que ele produzia, cuidar dele quando ele estava doente e até desligar a luz quando fosse a hora de dormir.

A boa notícia é que as pessoas, especialmente os amantes dessa relíquia tecnológica, podem encontrar facilmente na internet vários modelos do tamagotchi, inclusive o original.

O relançamento, que foi feito no ano passado, permite que o bichinho emita sons quando precisa de alguma coisa e pode ser resetado para a criação de outro animal, mas essa sensação nunca será como a dos anos 90 ou será que sim?

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Relíquias Tecnológicas: Jogo eletrônico “desafio”

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Do que você tem saudade? Estamos de volta aos anos 80, com uma relíquia que fez a alegria de muita gente! Com teclas super coloridas, de formato redondo e quase um instrumento musical, o Desafio era motivo pra reunir a criançada dessa geração.

Adivinhou de qual brinquedo estamos falando? Desafio, um jogo de oito sequências de cores e sons que deveria ser repetida pelo jogador “amador” ou “profissional”. A diferença da modalidade estava na velocidade de resposta que o jogador tinha que dar. Quem escolhia o modo amador tinha, claro, mais tempo para pensar na resposta. No modo profissional a resposta tinha que ser praticamente imediata.

O Desafio tinha outra funcionalidade além do jogo. Na função “órgão” ele poderia ser usado como um instrumento, cada cor reproduzia uma nota diferente. Uma brincadeira super divertida pra quem tocava e nem tanto assim pra quem ouvia.

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Desafio, o jogo eletrônico de 2ª geração

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