4 passos para decidir – de vez – abrir seu negócio

Vamos combinar que tomar a decisão de deixar um emprego bem-sucedido para empreender não é exatamente fácil, especialmente para quem já passou dos 30 anos, tem dívidas para pagar todo mês e nunca teve um negócio antes. São muitas variáveis a pensar e levar em conta, certo? Além de tudo, é preciso dar um nó naquele frio na barriga e encarar a realidade. Se você está nessa situação, quatro passos relativamente simples podem ajudá-lo (a) a tomar essa importante decisão. As dicas foram dadas pelo professor Hao Zhao, do Rensselaer Polytechnic Institute, à revista Entrepreneur.


1. Decida se você está realmente apaixonado por empreender - O professor Zhao enfatiza que empreender não é para qualquer um. Especialmente em momentos como agora, em que ter um negócio é um tema que está em alta, é preciso redobrar o cuidado ao olhar para o empreendedorismo como uma carreira extremamente atraente, cheia de pontos positivos. Zhao ressalta que o empreendedor precisa de muita automotivação e força de espírito. É preciso ser honesto ao responder a si mesmo se você é realmente uma pessoa persistente e preparada para enfrentar dificuldades, deixando a zona de conforto que vive atualmente.

2. Estude profundamente o mercado - Antes de lançar uma empresa, identifique quem compete pelo mesmo mercado, conheça seus consumidores e encontre outros empreendedores que possam inspirá-lo (a). “O sucesso exige conhecimento sobre o produto e o mercado, assim como cuidado no planejamento e na execução”, diz o professor Zhao. Uma opção é lançar seu negócio antes de deixar o emprego. Quando ele estiver mais robusto, você poderá mergulha de cabeça.

3. Crie uma situação de segurança – Se você está realmente levando a sério a ideia de abrir o negócio, comece a guardar o dinheiro necessário para fazer isso com segurança. Uma ideia pode ser economizar o equivalente a alguns meses de salário (pelo menos dois), para que você possa conter sua ansiedade antes do lançamento do negócio. Corte despesas desnecessárias e use uma boa parte do seu tempo livre para montar um plano de negócios, estudar a concorrência, criar produtos ou soluções.

4. Recorra à ajuda da família e dos amigos - O apoio das pessoas mais próximas a você será fundamental enquanto você estiver se preparando para o novo negócio. Elas podem, inclusive, ajudar a identificar suas forças e fraquezas, seus talentos e os pontos a melhorar. Muita gente tem dificuldade de identificar seus talentos naturais – uma tarefa que pode ser feita com o apoio de pessoas nas quais você realmente confia.


Lembre-se: “As oportunidades normalmente se apresentam disfarçadas de trabalho árduo e é por isso que muitos não as reconhecem.” - Ann Landers


Fonte: Revista PEGN

Três dicas para a empresa que quer exportar

Ganhar o mundo e exportar a própria marca é uma das metas comuns para muitos empreendedores quando as vendas começam a ganhar fôlego no mercado brasileiro. Mas há alguns passos que precisam ser cumpridos pela empresa que pretende se internacionalizar. O italiano Nicola Minervini, consultor na área e autor do livro O Exportador, que é reeditado há 21 anos no país, organizou um check list com 106 itens que auxiliam a organizar esse processo.

“A empresa que atua no mercado interno é como se estivesse em uma piscina, e o mercado externo é como se fosse um oceano”, diz Minervini. Para ele, a exportação é uma maneira de a empresa ganhar competitividade e se preparar para disputar também o mercado interno, que não está livre da entrada de produtos importados de outros países.

Veja abaixo algumas dicas do especialista:

1. Visite uma feira internacional
Para Minervini, o primeiro passo para quem quer ingressar no mercado internacional é visitar a maior feira internacional do seu setor de atuação. “Nunca vá a uma feira como expositor se ainda não a conhece como visitante. Você pode acabar na feira errada”, diz. Para o consultor, eventos que reúnem empresas de todo o mundo são uma importante oportunidade para o empresário brasileiro medir a sua competitividade e as suas condições de preço, tecnologia e design em relação aos demais produtores mundiais.

2. Reflita sobre a pergunta: por que eu quero exportar?
O autor diz que costuma fazer esse questionamento aos empresários que o procuram para iniciar o processo de internacionalização. Se a resposta é buscar uma alternativa ao mercado interno, que vai mal, para crescer, Minervini aconselha a repensar a estratégia. “Quando uma empresa está exportando ela leva não só a sua marca consigo, mas também a do Brasil”, diz.

Quando a empresa vende para fora somente quando o cenário é favorável, mas interrompe o processo quando o mercado interno volta a crescer, essa imagem fica prejudicada. Na opinião do autor, a empresa deve buscar a exportação como uma maneira de aumentar a sua competitividade, expandir a sua atuação ou diversificar riscos. Além disso, a exportação é uma atividade de médio e longo prazo – por isso não deve ser encarada como uma alternativa para a crise ou uma solução passageira.

3. Trabalhe em redes
De acordo com Minervini, o empresário brasileiro tem dificuldades em estabelecer parcerias com outras empresas. Mas, para as pequenas e médias empresas, esse é o melhor caminho para garantir sucesso no mercado internacional.

O autor propõe um modelo chamado Sistema Integrado de Promoção da Exportação (SIME), que esquematiza um formato de cooperação entre empresas do mesmo setor que não são necessariamente fabricantes do mesmo tipo de produto. Um exemplo é a organização de empresas da cadeia de moda. Poderiam trabalhar de maneira organizada fabricantes de joias, sapatos e confecções, entre outros itens, de maneira integrada, diz Minervini.

Para que esse formato de cooperação dê certo, é fundamental que o grupo seja homogêneo – as empresas devem ter níveis semelhantes de tecnologia, qualidade e preço – e que trabalhe em conjunto para contratar serviços de promoção, design ou compra de matéria-prima. O gerente do consórcio deve ser um administrador desvinculado das empresas e contratado para isso. Por fim, a venda deve ser feita de maneira individual por cada uma das empresas.

Fonte: Revista PEGN