Como aproveitar o poder das redes sociais para incrementar os negócios

Facebook, Twitter, Instagram, LinkedIn. Essas e outras redes sociais tornaram-se fenômeno que vieram para ficar. Esse cenário reflete a enorme importância que as mídias sociais estão ganhando no mundo moderno e a grande oportunidade que trouxeram para as empresas.

Agora, as organizações podem tirar proveito da extraordinária massa de informação das mídias sociais e até mesmo criar comunidades online para ajudar a melhorar os seus produtos e aumentar as vendas. Pode parecer simples à primeira vista, mas uma estratégia de sucesso no mundo social é realmente uma questão complexa.

Como criar comunidades autênticas na web que forneçam valor para as empresas? Basta criar fóruns e espaços virtuais para entrar em contato com os consumidores? Como os usuários podem colaborar ativamente para o crescimento e a melhoria da empresa? As respostas para essas perguntas são debatidas em um relatório recente do instituto de pesquisas Gartner. As principais conclusões estão resumidas abaixo:

Participação ativa
Para entender melhor seus clientes e até mesmo trabalhar com a criação de produtos, não basta somente solicitar. As redes sociais são bidirecionais e, como tem sido demonstrado ao longo dos últimos anos, requerem contato intensivo constante entre as duas partes [empresa e usuário]. No entanto, analistas do mercado observam que muitas organizações ainda estão olhando para as mídias sociais como um canal de comunicação corporativa simples, eliminando, assim, a possibilidade de colaboração em massa. Portanto, promover o diálogo ativo e realizar incentivos (concursos, presentes etc) com a comunidade, motiva a comunidade a gerar conteúdo e aumentar a participação no processo social do século XXI.

Aprovação da comunidade
Ao propor uma estratégia de mídia social, a primeira ação que deve ser feita é medir os objetivos que a empresa quer atingir. Esse princípio deve aplicar o método clássico de negócios, mas também usar a perspectiva dos usuários que irão colaborar com a empresa nas redes sociais.
Em outras palavras: as pessoas precisam de uma causa por participar, algo que envolve a adoção de iniciativa social pela comunidade. Quanto mais pessoas envolvidas, desde o início, mais vão contribui. Tornar a rede social atrativo para os usuários é fundamental para garantir o sucesso de um plano de mídia social. O Gartner aconselha que as organizações estabeleçam um objetivo específico e bem-definido que é facilmente identificável e significativo para o público. Por outro lado, é muito importante aproveitar os acontecimentos do mundo físico e utilizá-los como um catalisador para a participação social.

Transparência e persistência
As mídias sociais exigem que a empresa seja mais transparente com as pessoas com as quais se relacionam online. Isso é um imperativo do próprio conceito de mídias sociais (quebrar barreiras do mundo 1.0) e que deve ser abraçada por organizações.
Os comportamentos da colaboração em massa não podem ser modelados, concebidos ou controlados por sistemas tradicionais. Isso significa que as empresas devem, ter um cuidado especial com a atenção dada aos usuários, em tempo real.

Quem compra pela internet?

A Navegg analisou, durante um período de 30 dias, cerca de 19 milhões de internautas que demonstraram na web intenção de compra por algum produto – seja por meio de sites de comparação de preços, compras coletivas ou lojas virtuais.

Quando analisadas apenas as internautas do sexo feminino, as que mais demonstram intenções de compra foram as mulheres de classe A/B, com idade entre 25 e 34 anos. Em seguida, aparecem as internautas também de classe A/B, mas com idade entre 18 e 24 anos. O terceiro perfil feminino que mais procurou por produtos na web é formado por mulheres de classe C, entre 25 e 34 anos.

Ao analisar apenas os internautas do sexo masculino, o perfil mais presente é o composto por homens entre 25 e 34 anos, de classe A/B. Em seguida, homens da mesma faixa etária, mas de classe C. Em terceiro lugar, os homens entre 18 e 24 anos, de classe A/B, foram os que mais demonstram intenções de compra entre os internautas do sexo masculino.

O que os internautas querem comprar? Os grandes campeões são os aparelhos celulares, que foram pesquisados por cerca de 3,3 milhões de internautas. Em seguida, aparecem automóveis, pelos quais três milhões de pessoas demonstraram intenção de compra. Livros surgem em terceiro lugar (2,8 milhões), seguidos por informática (2,42 milhões) e artigos de casa e decoração (2,41 milhões).

Listas de intenções de compra Pelas mulheres, os produtos mais procurados são livros (1,72 milhões), casa e decoração (1,71 milhões) e celulares (1,6 milhões). Só então é que automóveis e informática aparecem: com 1,22 milhões de mulheres buscando esses tipos de produto. Já para os homens, o campeão são automóveis, com 1,6 milhões de internautas demonstrando intenção de compra. No “top 5″ masculino, entram também celulares (1,4 milhões), informática (1,1 milhões), livros (948 mil) e aparelhos de TV (650 mil).

Interesses e intenção de compra Muitos dos conteúdos que o internauta lê na web podem estar diretamente relacionados com suas intenções de compra. A Navegg confirmou isso através da análise da afinidade de determinados assuntos com alguns produtos. Por exemplo: os internautas que lêem sobre automóveis têm interesse 17 vezes maior na compra de um carro do que o restante da web.

Já os internautas que gostam de tecnologia estão 4,3 vezes mais propensos a comprar produtos de informática. O grande campeão é moda: pessoas que lêem sobre o assunto têm chances 18,6 vezes maiores de comprar roupas e acessórios.

Para os que gostam de ler sobre música, as chances de comprar produtos como CDs, DVDs e demais produtos relacionados é oito vezes maior do que a maioria dos internautas. Já para aqueles que lêem sobre beleza, os cosméticos são cinco vezes mais “atraentes” na hora das compras online do que para o restante da web.

Classe C e o desejo de comprar Os internautas de classe C têm 1,06 vezes mais interesse em comprar produtos na web do que a média dos internautas. Se analisarmos apenas internautas das classes A e B, eles demonstram intenções de compra 13% menor do que a média. Por fim, se analisadas as classes A, B, D e E, elas têm propensão a comprar online 20% menor. Ou seja, entre todas as classes sociais, a única que demonstra intenções de compra maiores do que a média da internet é a classe C.

Com esses dados em mãos, que tal começar a pensar em investir?

Fonte: Proxxima

Como transformar um hobby em um negócio?

Dicas de empreededorismo

Você tem um hobby, um passatempo, e quer transformá-lo em uma atividade remunerada e lucrativa? Tem dúvidas de como levar seus produtos ao mercado, com um preço adequado? Existem muitas maneiras de tornar sua paixão um negócio. O consultor Michael Kaleikini, fundador da empresa americana Business Refinement, mostrou, no site da Entrepreneur, algumas perguntas – e respostas – para fazer essa empreitada deslanchar. Confira.

1. Quem deseja aquilo que eu faço? Eles pagarão por isso?
Pergunte aos seus amigos se eles querem pagar uma quantia para aquilo que você oferece. Depois, fale com alguém que você não conheça e ofereça o mesmo item por aquele preço. Observe a reação dele. Você também pode fazer uma rápida pesquisa online entre seus amigos e perguntar se eles pagariam um determinado valor por um tipo de produto ou serviço. Isso vai ajudar no seu modelo de precificação.

2. Eu estou no lugar e na época certa para oferecer isso? (Em outras palavras: precisarei de muito ou pouco marketing?)
O marketing depende de quanto você quer investir. Uma vez que você tome essa decisão, vai precisar acompanhar o retorno que está obtendo por anúncios online, por exemplo. Você deverá pesquisar essas opções, já que não são tão simples. É necessário ter uma dose de conhecimento para fazer o marketing online funcionar. Alguns sites permitem que você mantenha uma loja online e compartilhe seus produtos nas mídias sociais. Não se esqueça de tuitar algumas promoções – mas não com muita frequência, para que não pareça spam.

3. Eu quero transformar isso em um negócio em período integral? A iniciativa consegue me sustentar?
Se é realmente só um hobby, comece com uma loja virtual e construa uma reputação devagar nas mídias sociais. Não se esqueça de fazer pequenos vídeos e postá-los no YouTube. Use uma webcam ou uma pequena câmera digital e compartilhe suas experiências – muitas pessoas prestam atenção nisso.

O resumo é: se você vai levar o seu hobby para o mundo do e-commerce, o processo deve ser razoavelmente simples, já que você terá todo o trabalho. Comece com os passos acima e desenvolva algo que seja confortável para você.

Inspire-se: “Onde há uma empresa de sucesso, alguém tomou alguma vez uma decisão valente.” Peter Drucker

Fonte: Papo de Empreendedor

4 passos para decidir – de vez – abrir seu negócio

Vamos combinar que tomar a decisão de deixar um emprego bem-sucedido para empreender não é exatamente fácil, especialmente para quem já passou dos 30 anos, tem dívidas para pagar todo mês e nunca teve um negócio antes. São muitas variáveis a pensar e levar em conta, certo? Além de tudo, é preciso dar um nó naquele frio na barriga e encarar a realidade. Se você está nessa situação, quatro passos relativamente simples podem ajudá-lo (a) a tomar essa importante decisão. As dicas foram dadas pelo professor Hao Zhao, do Rensselaer Polytechnic Institute, à revista Entrepreneur.


1. Decida se você está realmente apaixonado por empreender - O professor Zhao enfatiza que empreender não é para qualquer um. Especialmente em momentos como agora, em que ter um negócio é um tema que está em alta, é preciso redobrar o cuidado ao olhar para o empreendedorismo como uma carreira extremamente atraente, cheia de pontos positivos. Zhao ressalta que o empreendedor precisa de muita automotivação e força de espírito. É preciso ser honesto ao responder a si mesmo se você é realmente uma pessoa persistente e preparada para enfrentar dificuldades, deixando a zona de conforto que vive atualmente.

2. Estude profundamente o mercado - Antes de lançar uma empresa, identifique quem compete pelo mesmo mercado, conheça seus consumidores e encontre outros empreendedores que possam inspirá-lo (a). “O sucesso exige conhecimento sobre o produto e o mercado, assim como cuidado no planejamento e na execução”, diz o professor Zhao. Uma opção é lançar seu negócio antes de deixar o emprego. Quando ele estiver mais robusto, você poderá mergulha de cabeça.

3. Crie uma situação de segurança – Se você está realmente levando a sério a ideia de abrir o negócio, comece a guardar o dinheiro necessário para fazer isso com segurança. Uma ideia pode ser economizar o equivalente a alguns meses de salário (pelo menos dois), para que você possa conter sua ansiedade antes do lançamento do negócio. Corte despesas desnecessárias e use uma boa parte do seu tempo livre para montar um plano de negócios, estudar a concorrência, criar produtos ou soluções.

4. Recorra à ajuda da família e dos amigos - O apoio das pessoas mais próximas a você será fundamental enquanto você estiver se preparando para o novo negócio. Elas podem, inclusive, ajudar a identificar suas forças e fraquezas, seus talentos e os pontos a melhorar. Muita gente tem dificuldade de identificar seus talentos naturais – uma tarefa que pode ser feita com o apoio de pessoas nas quais você realmente confia.


Lembre-se: “As oportunidades normalmente se apresentam disfarçadas de trabalho árduo e é por isso que muitos não as reconhecem.” - Ann Landers


Fonte: Revista PEGN

Três dicas para a empresa que quer exportar

Ganhar o mundo e exportar a própria marca é uma das metas comuns para muitos empreendedores quando as vendas começam a ganhar fôlego no mercado brasileiro. Mas há alguns passos que precisam ser cumpridos pela empresa que pretende se internacionalizar. O italiano Nicola Minervini, consultor na área e autor do livro O Exportador, que é reeditado há 21 anos no país, organizou um check list com 106 itens que auxiliam a organizar esse processo.

“A empresa que atua no mercado interno é como se estivesse em uma piscina, e o mercado externo é como se fosse um oceano”, diz Minervini. Para ele, a exportação é uma maneira de a empresa ganhar competitividade e se preparar para disputar também o mercado interno, que não está livre da entrada de produtos importados de outros países.

Veja abaixo algumas dicas do especialista:

1. Visite uma feira internacional
Para Minervini, o primeiro passo para quem quer ingressar no mercado internacional é visitar a maior feira internacional do seu setor de atuação. “Nunca vá a uma feira como expositor se ainda não a conhece como visitante. Você pode acabar na feira errada”, diz. Para o consultor, eventos que reúnem empresas de todo o mundo são uma importante oportunidade para o empresário brasileiro medir a sua competitividade e as suas condições de preço, tecnologia e design em relação aos demais produtores mundiais.

2. Reflita sobre a pergunta: por que eu quero exportar?
O autor diz que costuma fazer esse questionamento aos empresários que o procuram para iniciar o processo de internacionalização. Se a resposta é buscar uma alternativa ao mercado interno, que vai mal, para crescer, Minervini aconselha a repensar a estratégia. “Quando uma empresa está exportando ela leva não só a sua marca consigo, mas também a do Brasil”, diz.

Quando a empresa vende para fora somente quando o cenário é favorável, mas interrompe o processo quando o mercado interno volta a crescer, essa imagem fica prejudicada. Na opinião do autor, a empresa deve buscar a exportação como uma maneira de aumentar a sua competitividade, expandir a sua atuação ou diversificar riscos. Além disso, a exportação é uma atividade de médio e longo prazo – por isso não deve ser encarada como uma alternativa para a crise ou uma solução passageira.

3. Trabalhe em redes
De acordo com Minervini, o empresário brasileiro tem dificuldades em estabelecer parcerias com outras empresas. Mas, para as pequenas e médias empresas, esse é o melhor caminho para garantir sucesso no mercado internacional.

O autor propõe um modelo chamado Sistema Integrado de Promoção da Exportação (SIME), que esquematiza um formato de cooperação entre empresas do mesmo setor que não são necessariamente fabricantes do mesmo tipo de produto. Um exemplo é a organização de empresas da cadeia de moda. Poderiam trabalhar de maneira organizada fabricantes de joias, sapatos e confecções, entre outros itens, de maneira integrada, diz Minervini.

Para que esse formato de cooperação dê certo, é fundamental que o grupo seja homogêneo – as empresas devem ter níveis semelhantes de tecnologia, qualidade e preço – e que trabalhe em conjunto para contratar serviços de promoção, design ou compra de matéria-prima. O gerente do consórcio deve ser um administrador desvinculado das empresas e contratado para isso. Por fim, a venda deve ser feita de maneira individual por cada uma das empresas.

Fonte: Revista PEGN